James Franco, ator e artista onipresente de Holywood, entra na pele de
um traficante em "Homefront", um thriller dramático e violento escrito
por Sylvester Stallone.
O criador de "Rambo" e "Rocky" adaptou livremente um romance de Chuck Logan, popular nos Estados Unidos por sua série de livros.
Stallone é também o produtor do filme, que estreia na América do Norte
nesta quarta-feira e em 6 de dezembro nos cinemas brasileiros.
O papel do ex-policial Phil Broker foi confiado ao britânico Jason Statham, amigo de Sylvester Stallone.
Broker, viúvo e ex-agente da DEA procurado pelo líder de um cartel do
tráfico em que ele se infiltrou, muda-se com sua filha para uma pequena
cidade em Louisiana, onde conhece Gator (James Franco), um traficante,
fabricante e fornecedor de metanfetaminas, que sonha em expandir seu
território.
Quando descobre o passado de Broker, Gator elabora um plano para entregá-lo ao cartel em troca de uma fatia maior do bolo.
"Achei o filme bem construído e um vilão interessante com quem poderia
me divertir", explicou James Franco em uma recente coletiva de imprensa
em Beverly Hills.
O ator de 35 anos, que divide seu tempo entre suas atividades como
ator, pintor e professor, traz um toque de originalidade ao filme, ante a
composição clássica de Jason Statham, que desempenha seu habitual papel
de justiceiro de grande coração e braços fortes.
Ele é o centro de um trio que também inclui sua irmã, uma viciada em
metanfetaminas (Kate Bosworth), e sua cúmplice e ex-mulher (Winona
Ryder).
"No roteiro, Gator não está muito interessado em sua irmã. Apesar de ser dependente química, ele coloca mais drogas debaixo de seu nariz", diz James Franco.
"Então, quando li o livro (de Chuck Logan), assim como Gary (Fleder,
diretor), percebi que eles poderiam ter uma relação muito mais
complexa".
Segundo Franco, seu personagem "na verdade, ama sua irmã, e,
provavelmente, mais do que ela gosta dele. Ele gostaria poder dar tudo a
ela, e isso o desespera, ver que o que ela quer dele (drogas) é
precisamente o que a mata aos poucos".
Kate Bosworth explicou por sua vez que o aspecto físico de sua
personagem, marcada pela dependência das drogas, foi cuidadosamente
estudada.
"Ela abusa de si mesma todos os dias e isso começa a ser percebido
fisicamente. Queríamos mostrar que ela chegou tão longe que enfrenta um
perigo físico real. Ao mesmo tempo, nós não gostaríamos que ela chegasse
a um ponto sem retorno. Queríamos que ainda inspirasse esperança",
contou.
Entre as duas mulheres que cruzam o destino de Gator, James Franco
procurou a humanidade de seu personagem em sua sede desesperada por
poder e sua ambição desmesurada.
Entregar Broker ao cartel "é apenas uma maneira para ele expandir a sua
atividade, de ajuda-lo a alcançar o seu sonho, que é o de deixar esta
cidade e fazer algo de sua vida", diz.
"Isso é algo que todos nós fazemos, seja qual for o nosso trabalho. Queremos ter sucesso, ser bem sucedido", acrescentou.
"Todos nós podemos compreender esta parte dele, quando cruza uma linha
que nós não ultrapassaríamos, a de estar pronto para ferir os outros
para alcançar o seu sonho. Nós não podemos segui-lo neste terreno, mas
podemos entender seus motivos", acredita.
Jason Statham lembrou, por sua vez, os laços que o unem a Sylvester
Stallone, com quem fez três filmes, e prestou homenagem ao seu trabalho
de roteirista - mais de 20 scripts em 40 anos de carreira.
"Muitas vezes esquecemos que ele escreveu um monte de filmes e isso é
importante para ele", declarou. "Ele escreve com o coração e não se
concentra apenas em um ou dois personagens. Nutre a história toda com
papéis excelentes. E ele faz isso muito bem", elogiou.
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
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